O vice-presidente técnico do Sindecon-SP, Welinton dos Santos, concedeu uma entrevista à revista Combustíveis & Conveniência para falar sobre a reforma tributária. Durante a conversa, o economista destacou os principais impactos e desafios que o setor enfrentará nos próximos anos.
A transição para o novo modelo de impostos começou em 2026, com a fase de testes da CBS e do IBS. Autor do livro Descomplicando a Reforma Tributária, Welinton reforçou que as mudanças exigem planejamento estratégico imediato até a consolidação do sistema em 2033.
Principais mudanças e o impacto na gestão
De acordo com o economista, a reforma encerra um sistema fragmentado e cumulativo. A migração trará a não cumulatividade ampla de créditos e a tributação no local de consumo.
No entanto, o período de transição exigirá atenção das empresas. A implantação do split payment — mecanismo que separa o tributo no momento da venda — alterará a gestão do capital de giro. Além disso, o especialista lembra que os postos precisarão separar as receitas de combustíveis, lojas de conveniência, serviços e sublocação, pois cada atividade terá regras tributárias distintas.
Cuidados com contratos e penalidades
Outro alerta fundamental trazido pelo diretor do Sindecon-SP envolve a revisão de contratos com distribuidoras, fornecedores e locadores. A nova legislação estabelece penalidades rigorosas para erros em cadastros, inconsistências nas notas fiscais e apropriação irregular de créditos.
Para evitar autuações e manter a competitividade, o especialista recomenda atualizar os sistemas de gestão empresarial, capacitar as equipes de caixa e monitorar o Domicílio Tributário Eletrônico.
Confira a matéria completa na revista Combustíveis & Conveniência.
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