O comércio e o setor de serviços preveem a abertura de 130 mil vagas temporárias e efetivas para o final de 2026, número representa um acréscimo de 12 mil postos em relação a 2025, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil.
Segundo o levantamento, a maior parte dos empresários (57%) prefere manter o quadro de funcionários inalterado. Por outro lado, 26% já planejam aumentar a equipe, enquanto apenas 3% cogitam reduzi-la. Além disso, 36% das empresas já contrataram ou pretendem contratar colaboradores para o período, abrangendo modalidades temporárias, informais, efetivas ou terceirizadas.
Expectativa dos Especialistas e Perspectivas
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a expectativa positiva evidencia a resiliência e a força do setor produtivo, ele destaca que essas oportunidades funcionam como uma verdadeira “vitrine” de talentos.
Já o economista e presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo (Sindecon-SP), Carlos Eduardo Oliveira Júnior, afirma que esses dados demonstram a sustentação da geração de empregos no Brasil. Consequentemente, o impacto positivo se reflete no aumento da renda familiar e no fortalecimento da atividade econômica.
Detalhes e Distribuição das Vagas
O mês de novembro concentra o maior volume de admissões (24%), superando setembro (18%) e outubro (17%). Entre as formas de contratação, se destacam:
- Carteira assinada: representa 50% das vagas oferecidas.
- Trabalho informal: abrange 43% das oportunidades.
- Pessoa Jurídica (PJ): corresponde a 24% das contratações.
- Terceirização: atinge 11% dos postos criados.
No que diz respeito ao perfil, a idade média dos contratados fica em 26 anos, e se concentra na faixa de 25 a 34 anos. Segundo o levantamento, a função mais demandada continua sendo a de vendedor (23%), seguida por ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%).
Remuneração e Desafios do Setor
A remuneração média atinge R$ 1.805, registrando uma queda de R$ 138 frente a 2025. Além disso, a carga horária diária recuou de 7,75 para 7,54 horas. Por fim, 71% das empresas afirmam oferecer algum tipo de benefício aos contratados.
Segundo Carlos, essa redução salarial sugere uma concentração de vagas em funções operacionais e de menor qualificação. Por consequência, embora mais pessoas consigam emprego, os salários menores limitam o crescimento do poder de compra. Assim, o especialista ressalta que as contratações temporárias devem ser encaradas como porta de entrada para o mercado formal, podendo se transformar em empregos permanentes conforme o desempenho do trabalhador.
Matéria orinalmente publicada no site https://edicaodobrasil.com.br/
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