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Comunicação > Notícias Serviços sustentam geração de empregos formais no início de 2026

O mercado de trabalho brasileiro começou 2026 com saldo positivo de empregos formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o país registrou a criação de 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro, resultado que indica continuidade da geração de empregos mesmo em um cenário econômico marcado por juros elevados e condições financeiras mais restritivas.
Entre os setores da economia, o setor de serviços voltou a exercer papel central, registrando saldo positivo de 40.525 postos de trabalho, o equivalente a 36% das vagas geradas no período. O resultado reforça a posição estrutural do setor na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e sua capacidade de sustentar a atividade econômica.


Indústria e construção também impulsionam o emprego


A indústria apresentou desempenho relevante no início do ano. O setor registrou a criação de 54.991 empregos formais, representando 49% do saldo total de vagas geradas no período.

A construção civil também teve resultado expressivo, com 50.545 postos de trabalho criados, refletindo a continuidade de obras e investimentos em infraestrutura.
A agropecuária registrou 23.073 novos empregos formais, mantendo a tendência positiva observada nos últimos anos, impulsionada principalmente pela expansão da produção agrícola e pelo dinamismo das exportações.


Comércio registra ajuste sazonal após o fim do ano


O comércio apresentou retração no nível de emprego no início do ano. O setor registrou saldo negativo de 56.800 vagas, resultado associado principalmente ao movimento sazonal de desligamentos após o período de contratações temporárias realizado durante as vendas de final de ano.

Esse comportamento é comum nos dados do mercado de trabalho, já que muitos postos criados para atender à demanda do período festivo são encerrados nos primeiros meses do ano.


Serviços funcionam como amortecedor do ciclo econômico


Mesmo diante de um ambiente de política monetária restritiva ao longo de 2025, o setor de serviços manteve capacidade de geração de empregos e mostrou maior resiliência em comparação com outras áreas da economia.
Por sua natureza intensiva em mão de obra, o setor tende a apresentar ajustes mais graduais no nível de emprego, funcionando como um importante estabilizador do ciclo econômico. Enquanto setores mais dependentes de crédito e estoques, como indústria e comércio, podem registrar oscilações mais rápidas, os serviços costumam reagir de forma mais gradual às mudanças do cenário econômico.

A expansão da formalização em áreas como serviços empresariais, saúde, educação, transporte e atividades administrativas também tem contribuído para ampliar a geração de empregos formais, com efeitos positivos sobre a renda das famílias e a arrecadação pública.


Dinâmica do emprego dentro do setor de serviços


Dentro do próprio setor de serviços, os dados indicam comportamentos distintos entre as atividades.

As áreas de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos registraram 38.395 novos postos de trabalho, representando a principal contribuição para o resultado do setor. A administração pública também apresentou saldo positivo, com 8.131 vagas, enquanto outras atividades de serviços geraram 6.045 novos empregos.

Alguns segmentos, no entanto, registraram redução no número de postos de trabalho. Transporte, armazenagem e correio apresentaram queda de 4.380 vagas, enquanto as atividades de alojamento e alimentação tiveram retração de 7.674 postos no período.


Avaliação do Sindecon-SP


Para o presidente do Sindecon-SP, Carlos Eduardo Oliveira, o resultado confirma o papel estratégico do setor de serviços no atual ciclo econômico do país.

Segundo ele, o setor tem demonstrado capacidade de sustentar o nível de emprego mesmo em um ambiente de crédito mais restrito, contribuindo para preservar a renda das famílias e o funcionamento do mercado interno.
De acordo com o economista, a continuidade desse desempenho será fundamental para manter o dinamismo da economia brasileira nos próximos anos, embora o país ainda enfrente desafios relacionados ao aumento da produtividade e à qualidade dos empregos gerados.


Perspectivas para o mercado de trabalho


A análise dos dados mais recentes indica que o setor de serviços permanece como um dos principais pilares do mercado de trabalho brasileiro. Sua capacidade de gerar empregos e sustentar o consumo das famílias contribui para manter o dinamismo da economia, mesmo em períodos de menor crescimento econômico.

Nesse contexto, a manutenção do ritmo de geração de empregos formais dependerá da evolução da atividade econômica, do fortalecimento do mercado interno e da criação de condições que favoreçam o investimento e o aumento da produtividade, especialmente no setor de serviços.



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