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Comunicação > Notícias Serviços sustentam crescimento da economia brasileira em 2025, mas investimento ainda preocupa

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, alcançando aproximadamente R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo dados divulgados pelo IBGE.
 
O resultado confirma a continuidade da expansão econômica no país, embora em ritmo moderado, e evidencia novamente o papel central do setor de serviços como principal motor da atividade econômica.

No quarto trimestre de 2025, o PIB registrou alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 1,8% na comparação com o mesmo período de 2024.
 
Apesar da expansão, os números indicam um cenário de desaceleração gradual da atividade ao longo do ano, influenciado principalmente por condições financeiras mais restritivas e pelo impacto dos juros elevados sobre o consumo e o investimento.

Serviços seguem como pilar da economia

Responsável por cerca de 69,5% do valor adicionado da economia brasileira, o setor de serviços manteve trajetória positiva e voltou a desempenhar papel decisivo para sustentar o crescimento econômico.

No quarto trimestre, o setor registrou expansão de 2,0% na comparação anual e 0,8% frente ao trimestre imediatamente anterior, confirmando sua resiliência mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.

Entre os segmentos que mais se destacaram dentro dos serviços, alguns apresentaram crescimento expressivo:

Informação e comunicação cresceu 7,1%, refletindo a expansão de atividades digitais e tecnológicas.

As atividades financeiras e de seguros avançaram 4,5%, impulsionadas pela dinâmica do sistema financeiro e pela ampliação de serviços relacionados.

Outras atividades de serviços tiveram crescimento de 2,1%, enquanto as atividades imobiliárias registraram alta de 1,9%.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram desempenho mais modesto ou retração no curto prazo. Enquanto o comércio cresceu apenas 0,2% na comparação anual e apresentou leve queda frente ao trimestre anterior o setores de transporte, armazenagem e correio registraram retração de 1,4% na comparação trimestral, sinalizando menor dinamismo em setores ligados à circulação de mercadorias.

Agropecuária lidera crescimento entre os grandes setores

Entre os grandes setores da economia, a agropecuária apresentou o maior crescimento, com alta de 12,1% na comparação anual, impulsionada por safras recordes e pelo desempenho das exportações agrícolas.

A indústria, por sua vez, segue apresentando expansão limitada. O setor registrou crescimento de apenas 0,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e queda de 0,7% frente ao trimestre imediatamente anterior, evidenciando fragilidades estruturais e maior sensibilidade ao custo do crédito.

Consumo e investimento mostram sinais distintos

Outro dado relevante do período é o comportamento dos componentes da demanda.

O consumo das famílias cresceu 1,0% na comparação anual, mas ficou praticamente estável na comparação com o trimestre anterior. Esse movimento reflete a combinação entre crescimento do emprego e renda, por um lado, e o impacto dos juros elevados sobre o crédito e o consumo, por outro.

Já o investimento produtivo (Formação Bruta de Capital Fixo) apresentou retração de 3,1% na comparação anual e queda de 3,5% frente ao trimestre anterior, indicando que a taxa de investimento continua sendo um dos principais desafios para a economia brasileira.

Crescimento moderado e desafios estruturais

Para o presidente do Sindecon-SP, Carlos Eduardo Oliveira, o resultado confirma a importância estrutural do setor de serviços, mas também revela limitações no atual padrão de crescimento da economia brasileira.

Segundo ele, “o setor de serviços continua funcionando como o principal amortecedor da atividade econômica no Brasil, especialmente por sua forte capacidade de geração de emprego e renda. No entanto, para que o país avance para um ciclo de crescimento mais robusto e sustentável, é fundamental elevar o nível de investimento e melhorar a produtividade da economia”.

De acordo com a análise econômica, o cenário atual revela crescimento positivo, porém moderado, forte dependência do setor de serviços e uma indústria ainda com dificuldades para recuperar dinamismo.

Perspectivas

O desempenho de 2025 sugere que a economia brasileira mantém trajetória de expansão, mas ainda enfrenta obstáculos importantes para acelerar o crescimento no longo prazo.

Entre os principais desafios apontados pelos economistas estão:

O aumento da taxa de investimento, a ampliação da produtividade, especialmente no setor de serviços, a redução de custos estruturais da economia e o fortalecimento da competitividade da indústria nacional.

Sem avanços nesses pontos, a tendência é que o país continue registrando crescimento próximo de 2% ao ano, o que limita o aumento da renda per capita e a capacidade de expansão sustentada da economia.




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