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Novo teste à resiliência da economia global
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Sumário
A guerra no Irã e os distúrbios logísticos no Oriente Médio,
verificados a partir do final de fev/26, são o episódio mais recente de uma
série de choques de diferentes intensidades desde a pandemia de Covid-19, que
têm testado a resiliência da economia global, remodelado as relações
internacionais e intensificado significativamente as tensões geopolíticas em
todas as regiões ao longo dos últimos anos.
Suas consequências globais se manifestam por meio de vários
canais de transmissão, entre eles o aumento dos preços das commodities energéticas
e não energéticas, pressões inflacionárias e maior aversão ao risco nos
mercados financeiros. Economias de mercado emergente e em desenvolvimento
importadoras de commodities são as mais vulneráveis, segundo o FMI.
Apesar da incerteza econômica e geopolítica global ter
arrefecido desde o pico de abr/25, no contexto do choque tarifário do governo
Trump, ela permanece historicamente elevada. Diversos pontos críticos nos
próximos meses podem gerar novos aumentos dessa incerteza, incluindo a
situação volátil no Oriente Médio e decisões pendentes sobre a política
comercial dos Estados Unidos.
Neste contexto, em que a elaboração de projeções se torna ainda
mais complexa, o FMI apresentou agora em abr/25 três cenários para a economia
global em 2026 e 2027: um cenário básico ou de referência, que assume que o
conflito no Irã terá uma duração reduzida, e dois cenários sob a hipótese de
um conflito de longa duração, denominados “adverso” e “severo”.
Esta Carta analisa os condicionantes do novo cenário, com ênfase
naquele de referência.
Para o PIB mundial, o FMI aprofundou sua expectativa de
desaceleração entre jan/25 e abr/25, reduzindo em -0,2 ponto percentual a
projeção para 2026. Com isso, a economia mundial sairia de um ritmo de +3,4%
em 2025 para +3,1% em 2026. Assim, a perda de ritmo entre 2025 e 2026 terá a
mesma intensidade daquela observada entre 2021 e 2022, devido à guerra na
Ucrânia
Neste cenário, vale observar, o impacto negativo da guerra do
Irã está mitigado pela moderação no ímpeto protecionista dos EUA, após a
decisão da Suprema Corte. Dado o modus operandi do governo Trump, esta
hipótese pode vir a se mostrar frágil.
Para 2027, o FMI espera uma ligeira reação da economia mundial,
que registraria uma alta de +3,2%.
As expectativas do Fundo se mostram convergentes com as
projeções d e outros organismos internacionais, a exemplo da OCDE, cujo
cenário foi atualizado em mar/26. Neste caso, não houve revisão para baixo,
mas o ritmo de crescimento do PIB global esperado é ainda mais fraco: +2,9%
em 2026 e +3,0% em 2027.
Tal dinamismo se mostra amplificado no comércio mundial, cujo
volume perderá muita tração entre 2025 e 2026, na visão do FMI: de +5,1 para
apenas +2,8%. A reação de 2027 tende a ser parcial, para +3,8%, mas seria o
suficiente para superar marginalmente o crescimento do PIB do mundo
Assumindo o cenário de referência do FMI, as economias avançadas
seguiriam perdendo dinamismo, mas de forma bastante moderada: +1,9% em 2025,
+1,8% em 2026 e +1,7% em 2027. Muito disso porque se espera que o efeito
negativo para essas economias do conflito no Oriente Médio (notadamente na
Europa e Japão), seja compensado pela melhora dos termos de troca nos EUA,
que são exportadores líquidos de energia. O PIB americano deve passar de
+2,1% em 2025 para +2,3% em 2026.
Já para os emergentes e em desenvolvimento, o FMI prevê uma
desaceleração mais intensa, puxada por países do Oriente Médio e por
importadores de energia: de +4,4% em 2025 para +3,9% em 2026, com alguma
recomposição em 2027 (+4,2%). A América Latina e Caribe desponta como a
região com a terceira menor taxa de crescimento, mas quase sem perda de ritmo
entre 2025 e 2026: +2,3% e +2,4%, respectivamente.
Para o Brasil, o FMI também projeta perda de tração, mas menos
intensa do que esperava em seu cenário anterior (+0,3 p.p.), graças a impacto
positivo sobre preços das commodities no contexto atual. A alta de +2,3% do PIB em 2025 passaria para +1,9% em
2026. Para a OCDE, o desempenho do Brasil em 2026 será mais fraco, de +1,5%.
Em 2027, o FMI espera resultado de +2% e a OCDE, de +2,1%.
Tais projeções para o PIB brasileiro em 2026 convergem para os
apontamentos dos agentes internos, segundo o Boletim Focus do BCB, cuja
projeção mediana é de +1,85%, segundo a pesquisa mais recente, feita em
24/04/26. Para 2027, contudo, há uma divergência, pois o Focus indica
continuidade da desaceleração de nossa economia, com expectativa de
crescimento de +1,79%.
Cabe enfatizar que, dadas as incertezas globais, o viés negativo
do balanço de riscos do cenário atual do FMI aumentou em relação aos cen? ?rios
de out/25 e jan/26. Os fatores favoráveis saindo-se melhor do que o esperado
podem se revelar de curta duração e será provavelmente ofuscado pelos riscos
de deterioração decorrentes do conflito no Oriente Médio.
O Fundo também observa que o conflito atual no Oriente Médio
resulta em dilemas políticos imediatos: entre combater a inflação e preservar
o crescimento do PIB, e entre apoiar as pessoas afetadas pelo aumento do
custo de vida e reconstruir os amortecedores fiscais.
Entre as sugestões de política do FMI, podemos citar:
• Uma política monetária firme, mas cautelosa, pois um
aperto monetário muito forte ou prematuro pode ser desestabilizador se as
condições financeiras se deteriorarem ou se a confiança de consumidores e
empresas diminuir.
• Diante do elevado endividamento público, da redução do
espaço fiscal após sucessivos choques globais e das incertezas atuais, é
preciso adotar a via de uma consolidação fiscal crível no médio prazo
• Para aproveitar plenamente os ganhos de produtividade e
do produto potencial associados à IA e digitalização, são necessários
investimentos em qualificação profissional, energia e infraestrutura digital;
mercados competitivos; e estruturas robustas para a governança de dados e a
segurança cibernética.
• São importantes medidas que ajudem os trabalhadores a se
reorientarem e a manterem suas habilidades atualizadas para um mercado de
trabalho remodelado pela IA.
Economia global sob pressão
Esta Carta IEDI apresenta o
cenário mais atual do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o desempenho
da economia global em 2026 e 2027, divulgado no World Economic Outlook (WEO) de abr/26. A
título de comparação, as projeções da Organ ização de Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgadas em mar/26 também foram
analisadas.
De acordo com o FMI, o conflito no
Oriente Médio desde o final de fevereiro deste ano representa o mais recente
episódio de uma série de choques de diferentes intensidades desde a pandemia
do Covid-19 que têm testado a resiliência da economia global, remodelado as
relações internacionais e intensificado significativamente as tensões
geopolíticas em todas as regiões ao longo dos últimos anos.
Suas consequências são regionais e
globais, que se manifestam por meio de vários canais de transmissão, entre
eles o aumento dos preços das commodities sobretudo energéticas, pressões inflacionárias subsequentes e maior aversão
ao risco nos mercados financeiros.
Economias de mercado emergente e
em desenvolvimento (EMDEs) importadoras de commodities são particularmente vulneráveis, pois a desvalorização cambial intensifica o
impacto das cotações mais elevadas das commodities sobre os preços domésticos.
A magnitude do impacto global
dependerá da duração, da intensidade e da extensão do conflito, fatores
altamente imprevisíveis, de acordo com o Fundo.
Esse choque ocorreu menos de um
ano após o choque tarifário do governo Trump e em um contexto em que a
transição para um novo sistema de comércio internacional ainda está em curso.
A decisão judicial da Suprema
Corte de revogar as tarifas globais aplicadas em 2026 e a resposta executiva
de impor uma tarifa global de 10% sob o amparo de outra lei reduziram a
tarifa efetiva média dos EUA em relação ao cenário previsto no World Economic Outlook de outubro de 2025.
Ao mesmo tempo, o ambiente atual
tem incentivado países a concluir negociações comerciais, como o acordo entre
a União Europeia e o MERCOSUL, ou a iniciar novas parcerias, visando
fortalecer os laços econômicos.
Apesar da incerteza global ter
diminuído em relação aos picos de 2025, ela permanece historicamente elevada,
observa o FMI. Diversos pontos críticos nos próximos meses podem gerar novos
aumentos dessa incerteza, incluindo a situação volátil no Oriente Médio e
decisões pendentes sobre políticas comerciais dos Estados Unidos.
Neste contexto de elevada
incerteza econômica e geopolítica, no qual a elaboração de cenários se torna
ainda mais complexa, o FMI apresentou três cenários para a economia global em
2026 e 2027 no Panorama da Economia Global de abril: um cenário básico (ou de
referência), que assume que o conflito será de curta duração; e dois cenários
sob a hipótese de um conflito de longa duração, denominados “adverso” e
“severo”.
Cenário para a economia global em 2026 e 2027
No cenário básico ou de referência
elaborado pelo FMI, o conflito no Irã tende a terminar em algumas semanas. Em
consequência, espera-se que a economia global se recupere gradualmente à
medida que as perturbações na oferta de petróleo e gás provocadas pelo
fechamento do Estreito de Hormuz e pela destruição da infraestrutura nos
países da região desapareçam, e a produção e as exportações na região se
normalizem em meados deste ano.
Nesse caso, projeta-se uma
desaceleração global de 3,4% em 2025 para 3,1% em 2026 e uma ligeira
aceleração para 3,2% em 2027. Assim, a perda de ritmo entre 2025 e 2026 terá
a mesma intensidade observada entre 2021 e 2022, devido à guerra na Ucrânia.
Em comparação com a projeção de
janeiro (3,3%), a modesta revisão decorre de fatores favoráveis que compensam
parcialmente os choques negativos decorrentes do conflito, incluindo tarifas
mais baixas, medidas de apoio já existentes e, em alguns casos, o efeito de carry-over do
desempenho melhor do que o esperado da atividade econômica global no final de
2025 e no primeiro trimestre de 2026 (que também explica a revisão positiva
do cenário entre outubro de 2025 – de 3,1% de crescimento – e janeiro).
O cenário básico da OCDE,
divulgado em março, prevê uma desaceleração ainda mais intensa no PIB global,
para 2,9% em 2026. Este ritmo de crescimento é o mesmo da projeção anterior,
feita em dezembro de 2025. Já para 2027, houve uma revisão de apenas -0,1
p.p., levando ao resultado da economia mundial para uma alta de 3%.
O cenário básico do FMI baseia-se
nas seguintes hipóteses:
Preços das commodities: o Fundo projeta um aumento de 21,4% do preço do petróleo
(correspondendo a um preço médio de US$ 82 por barril) como reflexo das
perturbações na produção e no transporte no Oriente Médio. Os preços das commodities não-energéticas (agrícolas e metálicas) devem aumentar ainda mais, 21,7% em
2026, devido aos preços mais elevados da energia e dos fertilizantes,
perturbações nas rotas marítimas e aumento dos preços dos transportes.
Comércio global de bens e serviços: o volume do comércio global desacelerará bem mais
intensamente do que a economia global, de 5,1% em 2025 para 2,8% em 2026, mas
acelerará para 3,8% em 2027.
Política monetária: Prevê-se que a diferenciação das políticas monetárias
nas principais economias avançadas (EAs) continue. Nos Estados Unidos, a taxa
básica deve ser reduzida gradualmente, atingindo cerca de 3,1% no final de
2027. Em 2026, esta taxa deve aumentar para 2,5% (+50 pontos-base (p.b)) na
área do euro e para um patamar neutro em torno de 1,5% no Japão.
Política fiscal: O FMI estima que a política fiscal nas EAs seja, em
média, neutra em 2026 e se torne mais restritiva ao longo do horizonte de
previsão (até 2030), em um contexto de aumento do déficit fiscal nos
principais países.
Nos Estados Unidos, prevê-se que a
razão desse déficit em relação ao PIB se deteriore em 0,7 p.p. em 2026,
atingindo 7,5%, refletindo o impacto da Lei One Big Beautiful Bill (OBBBA),
parcialmente compensado por receitas aduaneiras adicionais.
Na área do euro, a projeção também
é de deterioração, associada ao aumento do déficit na Alemanha, que deve
subir mais de 1 ponto percentual para 3,8%, devido ao aumento das despesas em
infraestrutura e defesa. No Japão, esse indicador deve aumentar em 1 ponto
percentual do PIB em 2026 (p.p.), e a política fiscal deve seguir
moderadamente expansionista até 2030.
Com as políticas atuais, espera-se
que a dívida pública dos EUA continue a subir, passando de 124% do PIB em
2025 para 142% em 2031. Na área do euro, a razão dívida/PIB também aumentará,
mas de forma mais moderada, passando de 87% em 2025 para 90% em 2031.
Nas EMEDs, por sua vez, o FMI
projeta que a política fiscal se torne, em média, gradualmente mais
restritiva no mesmo horizonte temporal. Na China, o déficit deve aumentar em
0,3 p.p. em 2026, entrando em trajetória decrescente a médio prazo. Apesar
disso, a dívida pública nas EMEDs deve continuar em ascensão, atingindo 86%
do PIB em 2031, contra 74% em 2025.
Política comercial: As projeções do FMI assumem que as políticas comerciais,
tal como se encontravam no final de março, permanecerão inalteradas,
inclusive no que diz respeito às medidas temporárias ou pendentes nos Estados
Unidos — o que significa que a tarifa legal efetiva subjacente às projeções é
de 13,5% em comparação com 18,7% no cenário de outubro de 2025. A tarifa
efetiva imposta pelo resto do mundo às importações provenientes dos Estados
Unidos mantém-se inalterada em 3,5%.
Caso o conflito se prolongue mais
do que o previsto no cenário básico ou a retomada da produção e transporte de
petróleo e gás demore mais tempo do que o previsto devido a possíveis
sequelas decorrentes de danos nas infraestruturas energéticas, o impacto no
crescimento será maior. Nesse caso, o FMI apresenta dois cenários.
(1) No cenário adverso, os preços
do petróleo aumentariam 80% a partir do segundo trimestre de 2026, em relação
à projeção de janeiro de 2026, antes de recuarem para cerca de 20% acima da
projeção atual do cenário básico em 2027, com o aumento se dissipando em 2028
(o que corresponde a um índice médio do preço à vista do petróleo de cerca de
US$ 100 dólares em 2026 e em torno de US$ 75 dólares em 2027).
Os preços do gás aumentariam na
Europa e na Ásia em 160% no segundo trimestre em relação à projeção do
cenário básico e praticamente se dissipariam em 2027, enquanto os preços dos
alimentos aumentariam em 2,5%. As expectativas de inflação anuais aumentariam
em até 50 pontos-base (p.b.) até 2027 nas EAs e em até 90 p.b. nas EMEDs,
excluindo a China, onde as expectativas de inflação permaneceriam
inalteradas.
Neste contexto, as políticas
monetárias priorizariam a contenção das pressões inflacionistas em vez da
estabilização da atividade econômica, o que as tornaria mais apertadas do que
no cenário básico. A aversão ao risco nos mercados financeiros globais aumentaria
mais do que no cenário básico, elevando os custos dos empréstimos externos
para as EMDEs. O aperto das condições financeiras diminuiria em 2027.
Como consequência, o resultado do
PIB global de 2026, ao invés de 3,1%, seria de 2,5% neste cenário, associado
a uma aceleração inflacionária de 5,4%.
(2) No cenário severo, o impacto
nos preços das matérias-primas seria mais intenso e persistente, com os
preços do petróleo aumentando em 100 % a partir do segundo trimestre de 2026,
em relação à projeção de janeiro de 2026, mantendo-se nesse patamar em 2027,
antes de se dissiparem em 2028 ( o que corresponde a um índice médio do preço
à vista em torno de US$ 110 em 2026 e cerca de US$ em 2027).
Os preços do gás na Europa e na
Ásia aumentariam 200% no mesmo período, e os preços dos alimentos 5% em 2026
e 10% em 2027. As expectativas de inflação anuais aumentariam em até 100 p.b.
nas EAs e em até 130 p.b. nas EMEDs, excluindo a China, até 2027. Diante das
maiores pressões inflacionárias, a política monetária seria mais restritiva
do que no cenário adverso. A elevação da aversão ao risco também seria mais
intensa, com impactos mais significativos sobre os custos do endividamento
externo nas EMEDs.
O resultado seria um quadro
próximo da recessão na economia global, cujo PIB registraria crescimento em
torno de 2% em 2026 e 2027 e a inflação de cerca de 6%.
Em ambos os cenários, o impacto
nas EMEDs seria superior do que nas EAs devido à maior exposição aos preços
mais elevados das matérias-primas e perturbações na produção de energia, um
aumento mais acentuado das expectativas de inflação e um maior aperto mais
nas condições financeiras.
No cenário adverso, o crescimento
em 2026 é inferior em 1,3 ponto percentual (p.p.) nas EMEDs, excluindo a
China, em relação ao cenário básico e em 0,6 p.p. nas EAs, enquanto no
cenário severo é de 1,9 p.p. nas EMEDs, quase o dobro da queda nas EAs.
Desempenho projetado para as Economias Avançadas
No cenário básico do FMI, a
projeção é de desaceleração do crescimento nas EAs, de 1,9% em 2025 para 1,8%
em 2026 e 1,7% em 2027 (as mesmas projeções do cenário de janeiro). Este
impacto modesto do conflito no Oriente Médio decorre sobretudo dos efeitos positivos
da variação dos termos de troca na economia americana (atualmente exportadora
líquida de energia) que praticamente compensariam o efeito negativo nas
economias importadoras líquidas de energia, como a área do euro e o Reino
Unido.
A economia americana acelerará de
2,1% em 2025 para 2,3% em 2026, retornando ao ritmo de 2025 em 2027 (-0,1
p.p. e +0,1 p.p. frente ao cenário de janeiro, respectivamente). O
ganho de ritmo em 2026 decorre da política fiscal expansionista e do impacto
do afrouxamento da política monetária em 2025, que mais do que compensariam o
efeito negativo do aumento das tarifas aduaneiras sobre o nível de atividade.
A pequena revisão negativa frente
a janeiro reflete o suave efeito adverso da guerra e a melhor desempenho da
atividade econômica no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o quarto
trimestre de 2025 e o crescimento da produtividade ma is forte do que o
previsto anteriormente.
Embora a decisão do judiciário de
revogar o choque tarifário de abril de 2025 possa reduzir as receitas
fiscais, espera-se que o impacto no saldo fiscal e na atividade econômica
seja limitado.
Na área do euro, em contrapartida,
o FMI projeta uma desaceleração do crescimento de 1,4% em 2025 para 1,1% em
2026, com uma ligeira recuperação para 1,2% em 2027 (-0,2 p.p. em relação ao
cenário de janeiro, nos dois casos), porque o crescimento acima do esperado
no final de 2025 será insuficiente para compensar o impacto negativo do
conflito.
Este acentuará os efeitos
negativos do aumento dos preços da energia desde a invasão da Ucrânia pela
Rússia em 2022 sobre a produção manufatureira e da apreciação do euro sobre
as exportações. Já o impacto positivo do aumento previsto nos gastos de defesa
na maioria dos países somente se materializará nos próximos anos, dado o
compromisso de atingir os patamares mais altos gradualmente até 2035.
A economia japonesa, por sua vez,
desaceleraria de 1,2% em 2025 para 0,7% em 2026 e 0,6% em 2027 (+0,5 p.p. e
mesmo percentual que em abril, respectivamente). Esses percentuais são os
mesmos do cenário de janeiro, mas superiores aos de outubro, como reflexo do
pacote de estímulos fiscais anunciado pelo novo governo em novembro de 2025,
o crescimento mais forte impulsionado pela demanda doméstica e as medidas
governamentais para limitar os efeitos do aumento dos preços da energia
decorrente do conflito.
No Reino Unido, a projeção é de
desaceleração de 1,3% em 2025 para 0,8% em 2026 e recuperação para 1,3% em
2027 (-0,5 p.p. e -0,2 p.p. frente ao cenário de janeiro, respectivamente). A
perda de dinamismo em 2026 decorre das pressões dos preços mais altos da
energia sobre as importações e a inflação, e do ritmo mais lento de
afrouxamento da política monetária nesse contexto.
No Canadá, projeta-se que o
crescimento do PIB diminua de 1,7% em 2025 para 1,5% em 2026 e se recupere
para 1,9% em 2027 (-0,1 p.p., com a mesma previsão do cenário de janeiro). A
revisão negativa para esse ano reflete um dinamismo mais fraco no final de
2025 e um crescimento demográfico mais lento, parcialmente compensados pelo
efeito positivo do afrouxamento da política monetária e da política fiscal
expansionista sobre a demanda interna e do choque positivo nos termos de
troca dos preços mais elevados do petróleo, já que a economia canadense
‘exportadora líquida dessa commodity.
Evolução esperada das Economias Emergentes
Para as economias emergentes e em
desenvolvimento, o FMI prevê uma desaceleração maior do crescimento do que
nas EAs, de 4,4% em 2025 para 3,9% em 2026, seguida de uma aceleração para
4,2% em 2027 (-0,3 p.p. e +0,1 p.p. em relação ao cenário de janeiro, respectivamente).
O impacto do conflito no Oriente
Médio também é assimétrico, diferenciando-se entre as regiões em
desenvolvimento devido às diferentes exposições em termos de proximidade
geográfica, fluxos financeiros, remessas de imigrantes e grau de dependência
de importações de energia.
No Oriente Médio e na Ásia
Central, o FMI projeta uma forte desaceleração do crescimento de 3,6% em 2025
para 1,9% em 2026, seguida de uma recuperação para 4,6% em 2027 (-2 p.p. e
+0,6 p.p. em relação ao cenário de janeiro, respectivamente), uma vez que a
região sofre o impacto mais direto do conflito e deve experimentar uma
recuperação mais significativa.
Para os exportadores de
matérias-primas diretamente afetados pelo conflito, a diminuição da produção
e das exportações resultou numa forte revisão negativa das projeções de
crescimento para 2026, cuja intensidade reflete a dimensão dos danos sofridos
nas infraestruturas de energia e de transportes, bem como a dependência do
Estreito de Ormuz e da disponibilidade de rotas de exportação alternativas.
Consequentemente, essa revisão foi
maior para o Irã (-7,2 p.p. em relação a janeiro para -6,1%), o Bahrein, o
Iraque, o Kuwait e o Catar e menos significativa para Omã, os Emirados Árabes
Unidos e a Arábia Saudita (-1,4 p.p. em relação a janeiro, para 3,1%).
Para os importadores de
matérias-primas da região o choque nos termos de troca, como reflexo do
aumento dos preços das commodities , resultou numa revisão baixista, embora modesta, das projeções de
crescimento para 2026 e 2027, com intensidades variadas em decorrência do
grau de dependência das importações de energia e seus derivados e de
alimentos, bem como das diferentes trajetórias económicas antes do início do
conflito.
Na Europa emergente e em
desenvolvimento, o crescimento será o segundo menor entre as regiões
emergentes e em desenvolvimento, mantendo-se no patamar de 2025 em 2026 (2%)
e acelerando ligeiramente para 2,1% em 2027 (-0,3% em relação ao cenário de
janeiro em ambos os anos).
Na Rússia, o crescimento ganhará
um pouco de ritmo, passando de 1% em 2025 para 1,1% em 2026 e 2027 (+0,3 p.p.
e +0,1 p.p. em relação ao cenário de janeiro, respectivamente) devido aos
preços mais elevados das commodities.
A América Latina e Caribe desponta
como a região com a terceira menor taxa de crescimento, que permanecerá
praticamente estável em 2026 em relação a 2025 – 2,4% e 2,3%, respectivamente
– e acelerará para 2,7% em 2027 (+0,1 p.p. e mesmo percentual em relação ao
cenário de janeiro, respectivamente).
No Brasil, projeta-se uma
desaceleração de 2,3% em 2025 para 1,9% em 2026 e uma suave recuperação para
2% em 2027 (+0,3 p.p. e -0,3 p.p. em relação ao cenário de janeiro,
respectivamente). A revisão positiva para 2026 reflete o impacto líquido
positivo do conflito, já que o Brasil é exportador líquido de energia. Além
disso, o cenário básico pressupõe que reservas internacionais adequadas,
baixa dependência da dívida em moeda estrangeira, reservas de caixa do
governo e uma taxa de câmbio flexível ajudem o país a superar o choque.
No México, o crescimento anêmico
em 2025, num contexto de políticas fiscal e monetária restritivas e do
impacto negativo das tensões comerciais, será sucedido por uma recuperação
moderada, com o crescimento acelerando de 0,6% em 2025 para 1,6% em 2026 e 2,2%
em 2027 (+0,1 p.p. em relação ao cenário de janeiro em ambos os anos).
Na África Subsaariana, o
crescimento desacelerará de 4,5% em 2025 para 4,3% em 2026 e acelerará
moderadamente para 4,4% em 2027 (-0,3 p.p. e -0,2 p.p. em relação ao cenário
de janeiro, respectivamente). Contudo, essa taxa média encobre desempenhos
distintos entre os países da região, com os importadores de petróleo sendo os
mais afetados pelo conflito.
Na Nigéria, que é exportadora de
petróleo, o ritmo de crescimento ganhará um pequeno impulso, de 4% em 2025
para 4,1% em 2026 e 4,3% em 2027 (-0,3 p.p. e +0,2 p.p. em relação ao cenário
de janeiro, respectivamente), num contexto de maior estabilidade macroeconômica
e de efeitos positivos nos termos de troca, parcialmente neutralizados pelos
custos mais elevados dos bens e do transporte.
Na África do Sul, projeta-se que
as perturbações decorrentes do conflito no Médio Oriente abrandem
ligeiramente o crescimento de 1,1% em 2025 para 1,0% em 2026, com uma
recuperação para 1,3% em 2027 (-0,4 p.p. e -0,2 p.p. em relação ao cenário de
janeiro, respectivamente). Projeta-se que o crescimento nos demais países da
região, em conjunto, diminua de 5,6% em 2025 para 5,2% em 2026 e 2027 (-0,6
p.p. em relação a janeiro).
A Ásia emergente e em
desenvolvimento continuará sendo a região líder em termos de dinamismo
econômico, mas seu crescimento desacelerará de 5,5% em 2025 para 4,9% em 2026
e 4,8% em 2027 (-0,1 p.p. e o mesmo percentual em relação ao cenário de
janeiro, respectivamente).
A economia chinesa desacelerará de
5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4% em 2027 (-0,1 p.p. e mesmo percentual em
relação ao cenário de janeiro, respectivamente). A ligeira revisão para 2026
reflete as menores tarifas aduaneiras dos Estados Unidos sobre produtos
chineses e as medidas de estímulo do governo chinês para atenuar o impacto
negativo do conflito.
Na Índia, o crescimento
desacelerará mais intensamente do que na China, de 7,6% em 2025 para 6,5% em
2026 e 2027 (+0,1 p.p. em relação ao cenário de janeiro em ambos os anos). A
revisão positiva para 2026 decorre do carry-over do desempenho superior ao esperado nos dois últimos trimestres de 2025 e da
redução das tarifas aduaneiras dos EUA sobre os produtos indianos, que,
conjuntamente, superam o impacto adverso do conflito.
Em várias economias do sul e do
sudeste asiáticos, espera-se que as perturbações no Oriente Médio reduzam o
turismo e os fluxos de remessas de imigrantes, enfraquecendo, assim, a
demanda doméstica.
Balanço de riscos
O viés negativo do balanço de
riscos do FMI aumentou em relação aos cenários de outubro de 2025 e janeiro
de 2026 devido ao conflito no Oriente Médio. O melhor desempenho de fatores
favoráveis do que o projetado — como uma moderação mais suave da atividade
impulsionada pela inteligência artificial (IA) e condições financeiras
globais mais acomodatícias — pode se revelar de curta duração e será
provavelmente ofuscado pelos riscos de deterioração decorrentes desse
conflito. No médio prazo, o balanço de riscos também tem viés negativo,
incluindo uma eventual má alocação de recursos decorrente do entusiasmo
excessivo em torno da IA.
1. Intensificação dos conflitos e
emergência de tensões políticas domésticas
A
intensificação do conflito pode agravar problemas já existentes, como a
volatilidade dos preços de commodities , interrupções nas cadeias
de suprimento e desvalorização cambial. A segurança alimentar é especialmente
ameaçada por choques nos mercados de fertilizantes, o que pode levar a uma
forte inflação de alimentos.
Em países importadores de commodities , a queda
da renda real e o aumento da pobreza podem agravar desequilíbrios externos,
provocar dificuldades no balanço de pagamentos e gerar tensões sociais e
instabilidade política, com riscos particularmente elevados para a África
Subsaariana.
Adicionalmente, uma maior aversão
ao risco e perturbações nas transações financeiras internacionais podem
causar saídas de capital e ajustes abruptos nos preços dos ativos, sobretudo
nas EMDEs com arcabouços de política mais frágeis e menores amortecedores
fiscais e externos. O aumento dos gastos militares pode estimular a atividade
no curto prazo, mas tende a distorcer a alocação de recursos e gerar custos
macroeconômicos; em caso de conflito aberto, perdas humanas e destruição de
capital físico predominam.
Os dois cenários mais adversos
indicam risco de uma grande crise energética, com efeitos relevantes sobre o
produto global. Em média, um aumento de um desvio-padrão no risco geopolítico
reduz o PIB real em cerca de 0,8% após um ano, devido à queda do consumo e do
investimento. A inflação sobe principalmente via preços de commodities (alimentos
e energia), com preços cerca de 2,5% mais altos após três anos, e a taxa de
câmbio nominal tende a se depreciar, reforçando pressões inflacionárias.
2. Reavaliação dos ganhos de
produtividade decorrentes das novas tecnologias.
Caso as projeções de rentabilidade
baseadas na IA revelem-se excessivamente otimistas, o investimento real nos
setores tecnológicos poderá cair drasticamente. Além disso, os mercados
acionários — especialmente aqueles com alta concentração nos setores tecnológicos
— poderão ficar vulneráveis a uma forte reavaliação.
Uma correção nesse mercado —
somada ao ajuste já ocorrido nos preços das ações de algumas empresas de
tecnologia — poderia levar a uma desaceleração do crescimento do consumo
privado por meio de efeitos de riqueza negativos.
Os efeitos colaterais se
transmitem diretamente, por meio dos fluxos comerciais, para economias
especializadas em exportações de produtos de tecnologia e por meio de uma
reversão dos fluxos de capital e de impactos não portfólios dos investidores
globais. O consequ ente aperto nas condições financeiras globais pesaria
sobre a atividade global de forma mais ampla
3. Rompimento do frágil equilíbrio
das atuais políticas comerciais.
Um número maior de países poderia
adotar uma postura protecionista, especialmente se o desvio e o
redirecionamento do comércio se tornarem perturbadores, rompendo o padrão de
retaliação limitada seguido até agora.
A imposição de tarifas adicionais
pesaria ainda mais sobre o crescimento global, enquanto tarifas setoriais
específicas — especialmente se aplicadas a indústrias a montante nas cadeias
de abastecimento — poderiam criar gargalos de abastecimento e ter um impacto
desproporcional sobre a atividade econômica e os preços. Medidas não
tarifárias voltadas a insumos críticos, como minerais de terras raras, também
poderiam perturbar as cadeias de abastecimento globais.
Os efeitos seriam ampliados se as
ações desencadeassem medidas tarifárias e não tarifárias de retaliação.
4. A reavaliação dos custos de
financiamento decorrente de vulnerabilidades fiscais.
A dívida pública está elevada em
várias das principais economias, especialmente nas EAs, cujas moedas e
títulos são importantes nos mercados financeiros internacionais. Preocupações
com a sustentabilidade fiscal nessas economias — potencialmente desencadeadas
pela materialização de outros choques — poderiam não apenas pressionar os
próprios custos de financiamento domésticos, mas também restringir as
condições financeiras globais de forma mais ampla e amplificar a volatilidade
dos mercados financeiros e o risco de refinanciamento em algumas EMDEs com
elevados níveis de endividamento.
Eleições são frequentemente
associadas a desvios orçamentários, o que, além de elevar os custos de
financiamento, corre o risco de desencadear dinâmicas de crescimento de
expansão e recessão.
Para os países de baixa renda, as
reduções planejadas na assistência oficial ao desenvolvimento (AOD)
representam um desafio adicional por seus efeitos nos resultados em saúde,
educação e proteção social. Muitos beneficiários na África Subsaariana passaram
por um declínio gradual da AOD como porcentagem do PIB após a crise
financeira global. No mesmo período, os empréstimos chineses expandiram-se
significativamente, refletindo múltiplos fatores, mas enfraqueceram nos
últimos anos, e as transferências líquidas tornaram-se recentemente
negativas.
5. Deterioraç ão da confiança nas
instituições econômicas.
A intensificação da pressão
política sobre bancos centrais independentes e outras instituições de
política econômica pode minar a confiança do público na capacidade dessas
instituições de cumprir seus mandatos e elevar as expectativas de inflação. A
reancoragem das expectativas — quando ocorre — geralmente requer um período
prolongado de política monetária restritiva, o que pressiona as taxas de
juros de longo prazo e, consequentemente, reduz o crescimento econômico.
As EMEDs podem enfrentar custos de
financiamento externo persistentemente mais elevados e saídas de capital se
os investidores globais realocaram seus investimentos para ativos das EAs
considerados mais seguros ou mais estáveis.
1. Materialização mais rápida dos
ganhos de produtividade decorrentes da inteligência artificial
Os ganhos de produtividade
proporcionados pela IA podem se materializar mais cedo do que o previsto.
Embora as projeções de referência ainda não considerem os efeitos diretos da
IA sobre a produtividade, devido à adoção ainda limitada em muitos setores, o
forte aumento recente dos investimentos e do uso da IA pode impulsionar
significativamente a produtividade e o crescimento econômico no médio prazo,
como já sugerido pelo desempenho acima da tendência da produtividade nos
Estados Unidos desde 2020.
Esses avanços poderiam elevar o
crescimento global em até 0,3 p.p. no curto prazo e entre 0,1 e 0,8 p.p. no
médio prazo. Para que os benefícios sejam amplamente compartilhados, são
necessárias políticas complementares, como a ampliação da oferta de energia
para conter as pressões sobre os preços, o fortalecimento da produção de
insumos críticos e programas de mercado de trabalho para facilitar a
transição dos trabalhadores.
Nos países de baixa renda,
aproveitar esses ganhos exige esforços adicionais para reduzir déficits de
infraestrutura energética e digital e diminuir a elevada concentração do
emprego em setores como a agricultura e a mineração, onde os ganhos de
produtividade associados à IA tendem a ser mais limitados.
Os desafios atuais e a
possibilidade de mudanças tecnológicas transformadoras poderiam abrir uma
janela de oportunidade para que os esforços de reforma estrutural ganhem
impulso. A implementação acelerada de reformas que aprimorem as competências
da força de trabalho existente, reduzam as barreiras à mobilidade laboral,
simplifiquem e racionalizem as regulamentações empresariais, reduzam as
barreiras ao comércio interno, aumentem a concorrência e promovam a inovação
tornaria possível elevar o potencial de crescimento das economias de forma
duradoura, ao mesmo tempo em que aumentaria sua resiliência e capacidade de
adaptação. Estimativas do FMI indicam que um pacote de reformas nas
principais economias elevaria o crescimento global no curto prazo em mais de
1 p.p.
3. Avanços nas negociações
comerciais e maior previsibilidade das políticas.
Avanços concretos nas negociações
comerciais poderiam reduzir as tarifas e impulsionar a atividade global.
Também poderiam aumentar a previsibilidade das políticas, permitindo que as
empresas planejem melhor e concretizem seus planos de investimento. Os ganhos
para o investimento e a atividade econômica poderiam ser ainda maiores se a
cooperação estendesse além das tarifas, abrangendo também o comércio de
serviços, o investimento direto externo e a tributação internacional.
Neste contexto, esforços para
desenvolver ou concluir novos acordos comerciais regionais poderiam ajudar a
reduzir os custos comerciais e facilitar o ajuste às mudanças recentes de
política, como os acordos comerciais recentes da UE com a Índia e o Mercosul.
Uma ampla redução nas tarifas dos EUA e a diminuição da incerteza poderiam
elevar o crescimento global em 0,6 p.p.. Caso as tarifas atuais não sejam
prorrogadas e nenhuma nova tarifa seja imposta, a alíquota tarifária efetiva
acabaria sendo inferior à prevista no cenário básico.
Recomendações de política
O FMI aponta que o conflito atual
no Oriente Médio resulta em dilemas políticos imediatos: entre combater a
inflação e preservar o crescimento, e entre apoiar as pessoas afetadas pelo
aumento do custo de vida e reconstruir os amortecedores fiscais.
Diante de frequentes choques
globais, os países precisam calibrar suas políticas para garantir que não
apenas estejam à altura do momento, mas também resistam ao próximo teste. Há
medidas que os países podem tomar por conta própria, algumas das quais também
podem contribuir para aumentar a estabilidade global. Além disso, há medidas
que exigem ação coletiva para restabelecer a estabilidade nas relações
econômicas internacionais.
O quadro abaixo detalha as
recomendações de política do FMI voltadas tanto para responder ao choque
atual como para se preparar para um próximo choque.
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